Copom corta Selic para 13,75% ao ano e deixa próximos passos em aberto
Quinto corte seguido de 0,25 ponto leva a taxa ao menor nível desde março de 2025, mas o Banco Central não se compromete com novas reduções
Notícias e apuração
· Atualizada em 17 de setembro de 2026, 03:32 · 4 min de leitura

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu nesta quarta-feira (16) a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano, por unanimidade. Foi o quinto corte consecutivo de mesma magnitude, segundo a Agência Brasil e a Suno Notícias, e o comunicado não antecipou os próximos movimentos.
Contexto
Com a decisão, a queda acumulada no ciclo chega a 1,25 ponto percentual e a taxa atinge o menor patamar desde março de 2025, segundo a Suno Notícias. Até o início do atual ciclo de cortes, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos, de acordo com a Agência Brasil.
A inflação vinha perdendo força. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto foi negativo em 0,32%, o menor resultado em quatro anos, influenciado pelo bônus de Itaipu nas contas de luz. No acumulado em 12 meses, recuou para 4,22%, ante 4,44% em julho, conforme a Agência Brasil. Pelo sistema de meta contínua, o alvo é de 3%, com tolerância até 4,5%.
O corte era esperado: segundo o Money Times, o contrato de Opções de Copom da B3, com referência na segunda-feira (14), indicava 94,5% de chance de redução de 0,25 ponto.
O que aconteceu
No comunicado, o Copom manteve a indicação de que a magnitude total do ciclo será definida à luz de novas informações e que seguirá com a restrição necessária para levar a inflação à meta, segundo o Money Times. No cenário externo, o texto citou a indefinição dos conflitos no Oriente Médio e a incerteza sobre a política monetária de economias avançadas.
O comitê descreveu uma moderação gradual da atividade, sobretudo nos setores mais cíclicos, com mercado de trabalho ainda aquecido, segundo o Poder360 e o Money Times. A inflação cheia e as medidas subjacentes ficaram abaixo do teto de tolerância, mas acima da meta.
- Projeções do Copom no cenário de referência: IPCA de 5,2% em 2026, 3,9% em 2027 e 3,2% no primeiro trimestre de 2028, o horizonte relevante da política monetária (Suno Notícias e Poder360).
- Expectativas da pesquisa Focus citadas no comunicado: 4,9% para 2026 e 4,3% para 2027 (Money Times).
- Riscos para a inflação: considerados mais elevados que o usual e com assimetria de alta, com destaque para choques no petróleo e derivados, efeitos climáticos sobre a produção agrícola e custos de energia, inflação de serviços resistente e câmbio mais depreciado (Money Times e Poder360).
Os sete membros do comitê, incluindo o presidente do BC, Gabriel Galípolo, votaram pelo corte, de acordo com o Money Times. A Agência Brasil registra que o colegiado segue desfalcado: os mandatos dos diretores Renato Gomes e Diego Guillen terminaram no fim de 2025 e os substitutos ainda não foram indicados ao Congresso.
No mesmo dia, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) elevou os juros do país em 0,25 ponto, para o intervalo de 3,75% a 4% ao ano, o que reduziu a diferença entre as taxas dos dois países, de acordo com a Suno Notícias.
Por que importa
A Selic influencia desde o rendimento das aplicações até o custo do crédito, segundo a Suno Notícias. Mesmo após cinco cortes, a taxa segue em 13,75% ao ano, e o comunicado não indica até onde o ciclo irá.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) classificou o corte como tímido, segundo o Times Brasil. A entidade afirmou que cerca de 80 milhões de brasileiros e 9 milhões de empresas estão negativados e que o consumo das famílias está estagnado desde 2024.
Impacto para o mercado
- Varejo e sellers: o comunicado aponta moderação da atividade concentrada nos setores mais cíclicos, não sinaliza a extensão do ciclo de cortes e pede serenidade e cautela na condução dos juros, segundo o Money Times e o Poder360.
- Indústria: a Fiesp afirma que juros altos por período prolongado limitam consumo e investimento, segundo o Times Brasil.
- Famílias e empresas endividadas: a Fiesp cita o endividamento elevado como um dos principais efeitos do período prolongado de juros altos.
Economistas ouvidos pelo Money Times divergem sobre a próxima reunião: BV e Santander esperam pausa, enquanto Mirae Asset e Lifetime veem espaço para novos cortes, a depender dos dados de inflação e atividade.
Próximos passos
A próxima reunião do Copom está marcada para 3 e 4 de novembro, após o segundo turno das eleições presidenciais, segundo a Suno Notícias. Até lá, estão no radar o IPCA, o IBC-Br (índice de atividade econômica do Banco Central) e outros dados de atividade, além dos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre petróleo e câmbio.
Fontes
- Agência Brasil — BC reduz juros básicos para 13,75% ao ano
- Suno Notícias — Copom corta Selic para 13,75%, mas evita prometer novas quedas
- Poder360 — Copom vê desaceleração da economia e inflação para cortar juros
- Money Times — Selic a 13,75%: 4 pontos para entender por que o Copom reduziu os juros em 0,25 p.p.
- Money Times — Selic a 13,75% é o fim da linha? Decisão do Copom deixa próximo corte em aberto
- Times Brasil — Fiesp diz que corte na Selic é passo tímido e critica juros altos
Fontes
- BC reduz juros básicos para 13,75% ao ano — Agência Brasil (16 de setembro de 2026)
- Copom corta Selic para 13,75%, mas evita prometer novas quedas — Suno Notícias (16 de setembro de 2026)
- Copom vê desaceleração da economia e inflação para cortar juros — Poder360 (16 de setembro de 2026)
- Selic a 13,75%: 4 pontos para entender por que o Copom reduziu os juros em 0,25 p.p. — Money Times (16 de setembro de 2026)
- Selic a 13,75% é o fim da linha? Decisão do Copom deixa próximo corte em aberto — Money Times (16 de setembro de 2026)
- Fiesp diz que corte na Selic é passo tímido e critica juros altos — Times Brasil (16 de setembro de 2026)
Checagem editorial
- ConfirmadaCopom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano, nesta quarta-feira (16), por unanimidade, no quinto corte consecutivo de mesma magnitude — Suno, Money Times, Agência Brasil e Poder360.
- ProvávelSelic ficou em 15%, maior nível em quase 20 anos, até o início do ciclo — Agência Brasil: 15% de junho de 2025 a março de 2026. Mês de início do ciclo diverge entre fontes e o texto corretamente não o cita.
- ConfirmadaQueda acumulada de 1,25 ponto e menor patamar desde março de 2025 — Suno Notícias.
- ConfirmadaIPCA de agosto em -0,32%, menor em quatro anos, com bônus de Itaipu; 12 meses em 4,22% ante 4,44% em julho; meta de 3% com teto de 4,5% — Agência Brasil.
- ConfirmadaOpções de Copom da B3 indicavam 94,5% de chance de corte de 0,25 ponto, com referência na segunda-feira (14) — Money Times.
- ConfirmadaSete membros votaram pelo corte, incluindo o presidente Gabriel Galípolo; mandatos de Renato Gomes e Diego Guillen expiraram no fim de 2025 sem substitutos indicados — Money Times (votantes) e Agência Brasil (vagas).
- ConfirmadaComunicado descreve moderação gradual da atividade, sobretudo nos setores mais cíclicos, e mercado de trabalho aquecido; inflação abaixo do teto e acima da meta — Poder360 e Money Times, na mesma forma.
- ConfirmadaProjeções do Copom de 5,2% (2026), 3,9% (2027) e 3,2% (1º tri 2028); Focus de 4,9% e 4,3% — Suno, Poder360 e Money Times.
- ConfirmadaRiscos inflacionários acima do usual e com assimetria de alta (petróleo, clima, serviços, câmbio); magnitude do ciclo definida à luz de novas informações — Money Times e Poder360.
- ConfirmadaFed elevou juros em 0,25 ponto, para 3,75% a 4% ao ano, reduzindo o diferencial — Suno Notícias.
- ConfirmadaA Selic influencia desde o rendimento das aplicações até o custo do crédito, segundo a Suno — Suno Notícias, mesma formulação.
- ConfirmadaFiesp chamou o corte de tímido; 80 milhões de brasileiros e 9 milhões de empresas negativados; consumo das famílias estagnado desde 2024; endividamento como um dos principais efeitos dos juros altos — Times Brasil, atribuído à nota da Fiesp.
- ProvávelComunicado aponta moderação concentrada nos setores mais cíclicos, não sinaliza extensão do ciclo e pede serenidade e cautela — O material diz 'principalmente em setores mais cíclicos'; 'concentrada' é leve variação. Demais pontos confirmados em Money Times e Poder360.
- ConfirmadaBV e Santander esperam pausa; Mirae Asset e Lifetime veem espaço para novos cortes — Money Times.
- ConfirmadaPróxima reunião em 3 e 4 de novembro, após o segundo turno; atenção a IPCA, IBC-Br e atividade — Suno Notícias.
- ConfirmadaTrês citações literais (dois trechos do comunicado do Copom e declaração de Paulo Skaf, presidente da Fiesp) — Textos idênticos na Agência Brasil, no Money Times e no Times Brasil, com autoria e cargo corretos.
- Provável[editor de texto] Observação para o editor humano — As três citações literais aprovadas pelo fact-checker não aparecem no corpo do texto; o editor pode considerar um blockquote com a frase do comunicado sobre serenidade e cautela ou a de Paulo Skaf. O mês de início do ciclo segue omitido por divergência entre fontes (março x abril). Não houve acesso ao comunicado oficial do BC; vale linkar o documento original se disponível.
Perguntas frequentes
- Qual é a taxa Selic após a decisão do Copom de 16 de setembro?
- A Selic passou de 14% para 13,75% ao ano, após corte de 0,25 ponto percentual aprovado por unanimidade.
- O Copom indicou novos cortes de juros?
- Não. O comunicado diz que a magnitude total do ciclo será definida à luz de novas informações, sem antecipar os próximos movimentos.
- Quando é a próxima reunião do Copom?
- Nos dias 3 e 4 de novembro, após o segundo turno das eleições presidenciais, segundo a Suno Notícias.
Nesta matéria
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