IFec RJ: 22,8% dos moradores da Região Metropolitana do Rio já apostaram online
Levantamento com 1.024 entrevistados aponta gasto médio declarado de R$ 96,30 por mês, registra 5,5% da renda destinada às apostas e estima R$ 182 milhões movimentados mensalmente.
Pesquisa do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ) realizada entre 22 e 25 de junho com 1.024 moradores da Região Metropolitana do Rio de Janeiro aponta que 22,8% dos entrevistados já participaram de apostas online, com gasto médio mensal declarado de R$ 96,30 e, em média, 5,5% da renda dos apostadores destinada às apostas no último mês, segundo reportagem publicada pelo InfoMoney em 15 de setembro de 2026. O instituto projeta que 1,9 milhão de pessoas na Região Metropolitana do Rio já tenham apostado online e estima R$ 182 milhões movimentados por mês com o jogo online.
Contexto
O levantamento é assinado pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises, identificado na reportagem pela sigla IFec RJ. O campo foi realizado entre 22 e 25 de junho e ouviu 1.024 moradores da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, conforme descreve o InfoMoney.
Segundo a publicação, o resultado associa o jogo online a endividamento, perda de controle, conflitos pessoais e impactos sobre a saúde mental.
A reportagem abre com a comparação de que R$ 2,2 bilhões gastos anualmente com apostas online equivalem a mais de três vezes a movimentação financeira estimada para compras de Natal, e credita o dado ao IFec RJ. O texto não informa a que recorte geográfico se referem esses R$ 2,2 bilhões, nem qual é o valor da movimentação de Natal usado na comparação.
O que aconteceu
De acordo com a pesquisa divulgada pelo InfoMoney, 22,8% dos entrevistados afirmaram já ter participado de apostas online. Entre esses apostadores, 33% disseram apostar pela chance de ganhar dinheiro rápido e 25,4% enxergam no jogo uma oportunidade de renda extra.
O levantamento também mediu sinais de perda de controle. Entre os apostadores, 34,8% afirmaram ter sido criticados por causa do vício, 29,1% disseram já ter sentido culpa e 22,3% relataram ter ou já ter tido dificuldade para parar. Outros 6,9% declararam já ter se prejudicado ou prejudicado outra pessoa por causa das apostas e, dentro desse grupo, 68% relataram perda de dinheiro. Entre quem já apostou, 5,1% afirmaram ter se endividado por causa das apostas.
Sobre a origem do dinheiro apostado, a pesquisa aponta o salário como principal fonte, citado por 69,9% dos entrevistados, seguido de reserva financeira (14,2%), outras fontes de renda (10,3%) e o bônus oferecido pelas próprias plataformas (2,6%). O Pix é usado por 97,4% das pessoas, segundo o levantamento.
O perfil de renda dos que já apostaram, conforme a reportagem: 36% recebem entre um e dois salários mínimos, 19,7% entre dois e três pisos e 19,4% até um salário mínimo.
Por que importa
A pesquisa quantifica quanto de orçamento doméstico está sendo direcionado às plataformas de apostas na Região Metropolitana do Rio: gasto médio declarado de R$ 96,30 por mês, 5,5% da renda no último mês e uma estimativa de R$ 182 milhões movimentados mensalmente, segundo o IFec RJ.
O dado que liga o tema ao varejo é o do destino alternativo desse dinheiro. Questionados sobre o que fariam se o valor não fosse usado em apostas, 33% dos entrevistados responderam que investiriam ou guardariam o montante, 21,9% comprariam itens de mercado, 21,8% comprariam roupas e 11,2% usariam os recursos para pagar contas, conforme os dados citados pela reportagem.
Impacto para o mercado
Para o comércio da região, os percentuais de destino alternativo indicam que parte do valor hoje direcionado às apostas seria disputada por supermercados e vestuário — 21,9% e 21,8% das respostas, respectivamente. A pesquisa não converte essas intenções em valores nem em projeção de vendas, e a reportagem tampouco o faz.
O peso da fonte do dinheiro também interessa a quem vende: como 69,9% dos apostadores dizem usar o salário e 14,2% recorrem à reserva financeira, o gasto concorre diretamente com a renda corrente e com a poupança das famílias, segundo os dados do levantamento.
A concentração do público apostador em faixas de renda mais baixas — 36% entre um e dois salários mínimos e 19,4% até um mínimo — indica que o efeito recai sobre o mesmo consumidor que sustenta as vendas de supermercado e vestuário nessas faixas. A fonte não traz recorte por setor do varejo, por idade ou por município.
Próximos passos
O material disponível não traz etapas seguintes, nova rodada da pesquisa nem prazo de divulgação de dados adicionais. O que a reportagem coloca no horizonte é a comparação entre os gastos com apostas e as compras de fim de ano, sem informar a data-base nem o valor estimado para o Natal.
Pontos que dependem de apuração adicional para acompanhamento:
- o recorte geográfico dos R$ 2,2 bilhões anuais;
- a metodologia e a margem de erro do levantamento;
- a estimativa de movimentação do Natal usada na comparação.
Fontes
Fontes
- Bets 'comem' o Natal: brasileiros gastam 3x mais em apostas do que em presentes — InfoMoney (15 de setembro de 2026)
Checagem editorial
- ConfirmadaA pesquisa é do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ) — O nome por extenso e a sigla constam do material exatamente nessa forma. A fonte não descreve a natureza jurídica nem a vinculação institucional do instituto, e o rascunho não as afirma.
- ConfirmadaO levantamento ouviu 1.024 moradores da Região Metropolitana do Rio de Janeiro entre 22 e 25 de junho — Amostra, recorte geográfico e datas do campo batem com o material. A fonte não informa o ANO do campo, e o rascunho também não o afirma.
- Confirmada22,8% dos entrevistados afirmaram já ter participado de apostas online — Percentual e base ('entrevistados') idênticos ao material. É o dado que sustenta o título, e seu recorte — Região Metropolitana do Rio — está explícito na fonte.
- ConfirmadaO gasto médio mensal declarado pelos apostadores é de R$ 96,30
- ProvávelOs R$ 96,30 equivalem a 5,5% da renda no último mês — Imprecisão de forma, não de número. Os dois dados existem no material, mas como informações separadas: 'o gasto médio mensal declarado pelos apostadores é de R$ 96,30' e 'em média, 5,5% da renda dos apostadores foi destinada às apostas no último mês'. A fonte NÃO afirma que um valor equivale ao outro. Trocar o travessão explicativo do lead ('— o equivalente a 5,5% da renda') por uma conjunção ('e, em média, 5,5% da renda dos apostadores foi destinada às apostas no último mês') resolve.
- ConfirmadaO IFec RJ projeta que 1,9 milhão de pessoas na Região Metropolitana do Rio já tenham participado de apostas online — O material atribui a projeção ao instituto e explicita o recorte da Região Metropolitana do Rio; o rascunho preserva o verbo 'projeta'.
- ConfirmadaA estimativa é de R$ 182 milhões movimentados mensalmente com o jogo online — O valor consta do material, em frase gramaticalmente truncada na origem ('A estimativa é que R$ 182 milhões movimentados mensalmente com o jogo on-line') e sem recorte geográfico explícito. O rascunho reproduz o número como estimativa do instituto e não lhe atribui área, o que é o tratamento correto.
- ConfirmadaR$ 2,2 bilhões gastos anualmente com apostas online equivalem a mais de três vezes a movimentação financeira estimada para compras de Natal, segundo o IFec RJ — A comparação está no material e é creditada ao IFec RJ ('É o que aponta o Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises'), não apresentada como cálculo da redação. Ponto crítico: a fonte NÃO informa o recorte geográfico dos R$ 2,2 bilhões nem o valor da movimentação de Natal usado na comparação. O rascunho acertou ao manter o número fora do título e do lead e ao registrar a ressalva no próprio texto.
- ConfirmadaA reportagem foi publicada pelo InfoMoney em 15 de setembro de 2026 — Campo 'data' do material: 2026-09-15; o resumo diz 'nesta terça-feira (15)'.
- ConfirmadaO resultado associa o jogo online a endividamento, perda de controle, conflitos pessoais e impactos sobre a saúde mental — O material diz que o jogo 'pode estar associado' a esses efeitos; o rascunho mantém a atribuição à publicação e não converte a associação em relação de causa.
- ConfirmadaEntre os apostadores, 33% apostam pela chance de ganhar dinheiro rápido e 25,4% veem no jogo uma oportunidade de renda extra — A base ('desse total', isto é, os 22,8% que já apostaram) foi preservada no rascunho.
- Confirmada22,3% dos apostadores relataram dificuldade para parar, 29,1% já sentiram culpa e 34,8% foram criticados por causa do vício — Percentuais idênticos ao material, inclusive a formulação 'ter ou ter tido dificuldade para parar'.
- Confirmada6,9% disseram já ter se prejudicado ou prejudicado outra pessoa por causa das apostas e, dentro desse grupo, 68% relataram perda de dinheiro — A relação de subconjunto ('entre esses 6,9%') foi preservada — ponto em que um erro de base seria grave.
- ConfirmadaEntre os que já apostaram, 5,1% afirmaram ter se endividado por causa das apostas
- ConfirmadaO dinheiro apostado vem principalmente do salário (69,9%), seguido de reserva financeira (14,2%), outras fontes de renda (10,3%) e bônus das plataformas (2,6%)
- ConfirmadaO Pix é utilizado por 97,4% das pessoas
- ConfirmadaSe o dinheiro não fosse usado em apostas, 33% investiriam ou guardariam, 21,9% comprariam itens de mercado, 21,8% comprariam roupas e 11,2% pagariam contas — Percentuais e destinos idênticos. A fonte usa 'entrevistados' nesse trecho, sem deixar claro se a base é a amostra total ou apenas quem já apostou; o rascunho reproduz literalmente a palavra da fonte e registra a ambiguidade nas observações ao editor.
- ConfirmadaEntre os que já apostaram, 36% têm renda de um a dois salários mínimos, 19,7% de dois a três e 19,4% até um mínimo
- ProvávelA Região Metropolitana do Rio é 'uma das maiores regiões metropolitanas do país' (bloco POR QUE IMPORTA) — Qualificação geográfica de conhecimento comum, não presente no material. Não cria número nem atribui informação a terceiro, mas também não vem da fonte: o mais limpo é suprimir a expressão e escrever apenas 'na Região Metropolitana do Rio'.
- ConfirmadaA matéria não converte as intenções de consumo em valores nem em projeção de vendas — O bloco de impacto declara explicitamente que nem a pesquisa nem a reportagem fazem essa conversão. Não há previsão numérica criada pela redação.
- ConfirmadaNão há citações literais na matéria — Correto: o material não traz nenhuma declaração atribuída a pessoa identificada. O campo 'citacoes_literais' está vazio e todo o texto está em discurso indireto, sem aspas fabricadas.
- ConfirmadaNenhum conteúdo alheio à pauta que veio no material foi aproveitado — O material recebido embute chamadas de outras matérias do InfoMoney (seguro para doenças graves, com nome de pessoa, e calendário do Bolsa Família). Nada disso aparece na matéria, e nenhum nome de terceiro alheio à pauta foi publicado.
- ConfirmadaO título e o lead não afirmam gasto de R$ 2,2 bilhões por brasileiros — Ponto que derrubou a versão anterior. O título agora se apoia no dado de recorte conhecido (22,8% na Região Metropolitana do Rio, pesquisa do IFec RJ), e o valor anual aparece só no contexto, com a ressalva de que a fonte não informa seu recorte geográfico. Nenhuma generalização para o país foi feita.
- Não confirmada[fact-checker] APURAÇÃO HUMANA NECESSÁRIA — Pedir ao IFec RJ (Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises) o recorte geográfico dos R$ 2,2 bilhões anuais e dos R$ 182 milhões mensais: se são projeções para a Região Metropolitana do Rio, para o estado ou para o país — a reportagem não informa e esse é o ponto que impede o valor de virar manchete.
- Não confirmada[fact-checker] APURAÇÃO HUMANA NECESSÁRIA — Obter do instituto a ficha técnica completa: ano do campo (a fonte só diz 'entre 22 e 25 de junho'), método de coleta, margem de erro, nível de confiança e quem encomendou a pesquisa.
- Não confirmada[fact-checker] APURAÇÃO HUMANA NECESSÁRIA — Confirmar com o instituto qual é a estimativa de movimentação das compras de Natal usada na comparação do 'mais de três vezes', com valor, recorte geográfico e ano-base.
- Não confirmada[fact-checker] APURAÇÃO HUMANA NECESSÁRIA — Esclarecer com o instituto se a pergunta sobre o destino alternativo do dinheiro (33% investiriam ou guardariam, 21,9% itens de mercado, 21,8% roupas, 11,2% contas) foi feita à amostra inteira ou apenas a quem já apostou.
- Provável[editor de texto] Observação para o editor humano — As duas correções do fact-checker foram aplicadas e nenhum conteúdo novo entrou. O que segue pendente de apuração e não pode ser resolvido na edição: (1) a fonte não informa o recorte geográfico dos R$ 2,2 bilhões anuais nem o dos R$ 182 milhões mensais — por isso o valor anual continua fora do título e do lead, e o número mensal aparece como estimativa do instituto, sem área atribuída; se a apuração confirmar que os R$ 2,2 bilhões são da Região Metropolitana do Rio, o dado pode subir para o lead. (2) A fonte não informa o ano do campo ('entre 22 e 25 de junho'), a margem de erro, o método de coleta nem quem encomendou a pesquisa; um box metodológico depende de contato com o instituto. (3) No trecho sobre o destino alternativo do dinheiro, a fonte alterna entre 'entrevistados' e 'apostadores' — a matéria reproduz a palavra da fonte, e a base precisa ser confirmada. (4) A fonte não traz o valor estimado das compras de Natal usado na comparação do 'mais de três vezes'. (5) Sugestão de pauta, não de edição: o tema envolve vício e endividamento, e a matéria não traz canal de apoio nem posição de órgão regulador — nada disso está no material recebido.
Perguntas frequentes
- Quem fez a pesquisa sobre apostas online e qual é o recorte?
- O Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ), que ouviu 1.024 moradores da Região Metropolitana do Rio de Janeiro entre 22 e 25 de junho.
- Quanto os apostadores gastam por mês?
- O gasto médio mensal declarado é de R$ 96,30 e, em média, 5,5% da renda dos apostadores foi destinada às apostas no último mês.
- De onde vem o dinheiro usado nas apostas?
- Principalmente do salário, citado por 69,9% dos entrevistados, seguido de reserva financeira (14,2%), outras fontes de renda (10,3%) e bônus das plataformas (2,6%). O Pix é usado por 97,4% das pessoas.
- O que esse dinheiro compraria se não fosse para apostas?
- Segundo o levantamento, 33% investiriam ou guardariam o valor, 21,9% comprariam itens de mercado, 21,8% comprariam roupas e 11,2% pagariam contas.
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